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Xadrez

quinta-feira, 15 de abril de 2010

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Peças do mundo

A Origem: O xadrez nasceu na Índia, provavelmente no século VI, e “viajou” para a Pérsia ou Irã. A partir do século IX, os árabes levaram o jogo para a Europa, através da Espanha e da Itália. Ele se espalhou por todo o continente e, depois, pelas Américas. Conta-se que os vikings da Escandinávia aprenderam a jogar xadrez com os persas, através de rotas que ligavam o comércio da época entre a Suécia, Bagdá e Constantinopla, pela Rússia. Essa ligação entre povos tão distintos e em épocas remotas explica-se pelo formato da Terra. Basta observar um globo terrestre para entender como isso não era tão difícil de acontecer.

Em tempo: na foto, você confere o encantador “ Xadrez de Alice”,  jogo inspirado na obra de Lewis Caroll, “Alice no país das Maravilhas”.

Continuando a viagem…

Acredita-se que o xadrez venha do Chaturanga, palavra sânscrita relacionada aos quatro elementos dos exércitos indianos da época: elefantes, cavalaria, carruagens e infantaria. Tem-se registro de tabuleiro de xadrez em forma de círculo no império bizantino. Já na Idade Média o elefante virou bispo. Todas as peças têm relação com o período histórico: torres, reis, rainhas, bispos e cavalos. Não se sabia sobre o uso dos elefantes como instrumento de guerra, mas é curioso que ele tenha assumido um papel de sábio, atribuído aos bispos, porque é comum ouvir falar da sabedoria dos elefantes.

Foi a partir do século XV que as regras sofreram grandes alterações e se modernizaram. No século XVIII surgiram os primeiros clubes de xadrez e, no século XIX, os “jogadores mecânicos” que, inúmeras vezes, derrotaram os jogadores humanos. No século XX, o cubano José Capablanca foi considerado o melhor jogador de xadrez do mundo, juntamente com o norte-americano Paul Morphy.  Hoje computadores jogam xadrez ao redor do mundo, mas, nem toda a memória que podem acumular não foi suficiente para bater a inteligência e perspicácia dos homens.

Jogar ”às cegas”
Existe uma curiosidade que é poder jogar o xadrez “às cegas”, ou seja, sem que o jogador veja as peças. Alguns jogadores ainda fazem isso com facilidade. O russo Alekhine, grande campeão mundial, chegou a ganhar 22 partidas das 28 que jogou “às cegas”. E isso já acontecia, desde o século XVI, em praças públicas.

Entre iguais
No livro de Jogos de Afonso X, rei de Leão e Castela, há um desenho retratando uma partida de xadrez entre o soberano e uma dama, denotando a igualdade entre os sexos. E considerando a importância que os jogos tinham, isso não era pouca coisa! E pensar que até hoje esse é ainda um tema de discussão recorrente…

Mundo da arte
Em “O Sétimo Selo”, filme de Ingmar Bergman, um homem volta das Cruzadas para a Suécia e joga xadrez com a morte. Mas esse é só um exemplo porque o xadrez aparece em inúmeros outros filmes. Foi retratado várias vezes na literatura e sabe-se que Rousseau e Voltaire jogavam xadrez no Café Procope, em Paris. E muitos pintores e artistas reproduziram, em suas telas e obras, partidas de xadrez, mostrando a importância que esse  jogo sempre teve na sociedade. Podemos citar Van Leyden, pintor renascentista holandês, e Marcel Duchamp,  que era apaixonado pelo xadrez.

No Museu Britânico, em Londres, há mais de 60 peças do xadrez de Lewis, encontradas na ilha do mesmo nome, na Escócia, em 1831. Provavelmente,  foram feitas na Noruega, no século XI, com presas de leão marinho ou dentes de baleia. A maior curiosidade é a expressão de espanto no rosto dos reis e rainhas, com seus olhos arregalados. Algumas dessas peças foram usadas em filme de Harry Potter e a Pedra Filosofal e no Loucuras na Idade Média, dirigido por Gil Junger.

O Xadrez de Alice

terça-feira, 9 de março de 2010

Era uma vez… Alice no País da Páscoa

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As crianças contam as horas para o grande dia. Procurar o Ovo, reservado a cada um pelo misterioso coelhinho, implica prosseguir rumo à singela descoberta. O caminho é conduzido por olhos brincantes que percorrem os cantos da casa, outra casa, agora renovada. Para todas as pessoas, que transformam-se reinventando o curso da vida, a Páscoa representa a passagem para o que se deseja; tempo que surpreende, ao despertar ingênuos sentimentos.

A vida parece agradecer, recebendo os impulsos vindos de onde moram os sonhos. A época merece ser celebrada e, por isso, nesse mês encantador, a Origem homenageia, com o jogo “Xadrez de Alice”, as aventuras da menina curiosa, que traz, da literatura, os incríveis lugares reservados às peripécias da pequena, grande Alice. Baseado no livro de Lewis Carroll, Alice no País das Maravilhas, o jogo encanta o olhar, envolvido, e por que não dizer, comovido, com o percurso das peças representadas por personagens da história.

A protagonista Alice assume o papel da rainha, o Bispo apresenta-se como o inesquecível Chapeleiro Louco e a torre é comandada pela sedutora dupla Tweedle-Dee e Tweedle-Dum, os gêmeos hiperativos da história. A eterna aventura de Alice faz a ponte com o imaginário, colorindo as formas de estar no mundo. Um encontro com a incessante busca por recriar a Origem dos nossos sonhos!

Conheça a Origem do Xadrez.