De pai pra filho
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Ao jogarem, pai e filho experimentam momentos de aprendizado, admiração mútua e crescimento pessoal. Para o físico Jean-Andre Scharle, a cena habitual aproxima a família, com significado especial na relação com os filhos (foto). “Os jogos são uma maneira de interagir, diferente de, simplesmente, estar junto, assistindo a um filme, por exemplo. Além de aproximar dos filhos, estimulam a concentração, a paciência e o respeito às regras”, afirma. “O convívio com jogos de estratégia que exigem concentração por tempo prolongado possibilitam que essas habilidades sejam utilizadas em outras áreas. Meus filhos, além de Cidade Medieval, Capitão Cook e Viking, também gostam de jogos como Maze e Bagatelle, porque são legais!”, completa Jean-Andre.
A admiração profunda pelos filhos dialoga com a estética dos jogos, compondo um belo e divertido quadro cotidiano. “Gosto do design das peças do Cidade Medieval por me remeter a uma outra época e por trabalhar com uma visão tridimensional e, pelo mesmo motivo, gosto do Capitão Cook. De outro lado, do Viking e do Arranha Céu, pela simples diversão”, diz. Gabrielle Scharle começou a jogar Xadrez aos quatro anos, tornando-se, dois anos depois, campeã mineira na modalidade.
O incentivo do pai é uma forma interessante de, no fundo, ensinar a viver. “Normalmente, jogo com meus filhos à noite, em casa, durante a semana, jogos mais rápidos como Arranha Céu. Durante o fim de semana e em viagens, jogos que demandam mais tempo como o Viking”, conta. O raciocínio estratégico, vivenciado pela filha durante os encontros familiares, repercute nos estudos, com destaque na matemática. Já no mundo dos esportes, Gabrielle foi campeã mineira de tênis, aos 12. O caçula Jean Andre, 9, caminha na mesma direção, inspirado nas conquistas da irmã.

“Os jogos da Origem proporcionam um momento de convivência, entretenimento com a família, o que é ótimo! Aliado a isto, estamos desenvolvendo o raciocínio lógico matemático, através das estratégias proporcionadas”, diz o professor de matemática, Wilson Henrique (foto). Seus preferidos: Mancala, devido à origem, história e estratégia de jogo. Para o filhoVinícius, 9, o Feche a Caixa, “por usar os dados e sua forma simples de jogar”, explica Wilson. Já a esposa, Corina, prefere o Senet. Em cada jogo, um encanto; em todos eles, a presença única da figura paterna, que ilumina, com humor, os desafios da vida.

Esse postal é uma homenagem da Origem a todos os Pais!!!
Desenho de Alice Sabino Lima








