Tartufo nero

por Origem, 8 de julho de 2010

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Além desta vista tão bonita, achamos um restaurante servindo tartufo nero, uma iguaria que eu tinha muita vontade de experimentar. Realizei o desejo. E é delicioso mesmo.

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Santarcangelo

por Origem, 8 de julho de 2010

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Santarcangelo - linda cidadezinha, e essa cena da senhora estendendo o lençol na janela me remeteu às cidades do interior de Minas.

Azienda Agrícola I Due Santi

por Origem, 8 de julho de 2010

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Usamos o serviços de turismo rural e foi ótimo. Ficamos hospedados na Azienda Agrícola I Due Santi, onde o proprietário planta olivas e uvas, produzindo azeite e vinho de ótima qualidade.

Romagna

por Origem, 8 de julho de 2010

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Fomos de Paris para a Itália, onde viajamos pela região da Romagna, de carro, o que nos deu grande mobilidade. Romagna é uma região que eu não conhecia e que me supreendeu muito. Pela beleza e pela história. A capital da Romagna é Bolonha, que tem a mais antiga universidade da Europa e a terceira do mundo, fundada em1088. Dante e Petrarca estudaram lá.

Jogos Indígenas do Brasil

por Origem, 6 de julho de 2010

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Um amplo e diverso panorama cultural é o resultado das pesquisas realizadas, todos os anos, pela Origem. Projetos que traduzem modos de vida distantes, com o olhar voltado ao que o homem pensa, sente e faz no mundo. Materializados em jogos e objetos de diversos países, os conhecimentos gerados por esses estudos difundem o diálogo criativo entre beleza e humor. E, por falar do que se passa em nossas terras, o projeto Jogos Indígenas do Brasil levou à frente estudo com sete etnias de indígenas brasileiros. Realizado no segundo semestre de 2003 e primeiro semestre de 2004, a pesquisa foi feita para coletar e registrar, em vídeo e livro, os brinquedos, brincadeiras e jogos praticados por eles, hoje e no passado.

 

Segundo o coordenador do projeto e diretor da Origem, Maurício de Araújo Lima, o trabalho objetivou comprovar que os indígenas brasileiros conhecem brinquedos e jogos de origem ancestral, além de buscar a confirmação de que o Jogo da Onça, um jogo de estratégia, tem semelhanças com os dos povos incas, no Peru, sendo conhecido, de forma disseminada, entre os indígenas brasileiros.  

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Vamos aos resultados da pesquisa, que dizem respeito, sobretudo, ao nosso valioso patrimônio cultural. De acordo com Maurício, “comprovou-se que etnias de todas as regiões do Brasil conhecem jogos e brinquedos que lhes são comuns e que alguns praticados pelos indígenas norte-americanos, no passado, desapareceram em função da influência do domínio da civilização de formato europeu naquele continente. A pesquisa constatou, ainda, o conhecimento do Jogo da Onça, por parte dos índios brasileiros, antes da chegada dos europeus ao nosso país”. Para o estudioso do Museu Britânico de Londres, Irving Finkel, a comprovação obtida pelo estudo consiste, nas palavras do diretor da Origem, em um “verdadeiro tesouro nacional, uma vez que se pode dizer que o Jogo da Onça é o jogo nacional brasileiro mais legítimo”.

 

O projeto contou com a participação do produtor geral, Breno Nogueira; do diretor de cinema, Alfredo Alves; do diretor de fotografia, Fabian Boal; do produtor, Alessandro Torino e do assistente de áudio Tiago Espíndola. O estudo foi patrocinado pela Bosch, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura; com o apoio da Sociedade Internacional de Estudo de Jogos de Tabuleiro e a participação do especialista em jogos do Museu Britânico, na Inglaterra, Irving Finkel e outro da Universidade de Leiden, na Holanda, Alex de Voogt. O documentário e o livro produzidos a partir da pesquisa foram doados pela Origem e pelo MEC para 20 mil escolas públicas.  

 

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Produtos da Origem, como o Jogo da Onça, o jogo da velha Piraí e o quebra-cabeça Ekó, são frutos do trabalho. Os atuais projetos de pesquisa da empresa têm como foco o estudo de jogos do século XX. É esperar pra ver, e brincar!!! 

Sentir, agir, pensar o mundo

por Origem, 17 de junho de 2010

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A manhã do dia 10 de junho foi de aprendizado com festa na loja da Origem em Belo Horizonte. Boas doses de ânimo e concentração animaram a turma de 40 crianças do 9º ano da Escola Municipal São Rafael, que se deliciaram com jogos vindos dos quatro cantos do planeta. Olhos e mãos afinados buscavam a estratégia que, afinal, garantisse a vitória. O desejo comum: degustar o sabor de cada novidade. Conhecer cada jogo, explorar seus desafios; contando com a sorte, e sobretudo, com atenção máxima às regras que levassem à decisão certa. 

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A visita dos estudantes faz parte do projeto “Oficina do Pensar e Agir”, desenvolvido pela Origem junto às escolas de ensino fundamental e médio, que recebeu da Prefeitura de Belo Horizonte, em 2009, o Prêmio “Parceiros da Escola Integrada”. O Kit da Oficina do Pensar e do Agir inclui 11 jogos de estratégia e é adquirido pelas escolas, para que os estudantes experimentem graus de dificuldade crescente e os professores potencializem o gosto dos adolescentes e jovens pelo desafio dos jogos.

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“Trabalhar com a estratégia no sentido lúdico. A estratégia vem da observação, inclusive do campo adversário. O jogo é um aprendizado. Você precisa ter paciência de observar o que o adversário está fazendo, só que isso demanda tempo, não se consegue na primeira jogada”, reflete a coordenadora Érica Cury Veloso Bé (na foto, à direita, com a professora Isabel Reis), que acompanhou os alunos durante a visita à Origem.
 
Aprender brincando
 
“O mais difícil, ganhar uai!”, sintetiza, com humor, Michele Arécia, 14, que joga Capitão Cook. Simples assim! Os colegas riem, em aprovação à frase honesta de Michele. Ela guarda, por trás da afirmação econômica, o que revela com olhos curiosos, em busca das pistas para a estratégia vitoriosa.
 
“O Jogo da Velha é velho conhecido”, brinca com as palavras o estudante Mateus Felipe, 15. Absorvidas no tradicional tabuleiro, as mãos são companheiras delicadas que pensam, a todo momento, o que fazer com as peças à sua frente. Decididas, já sabem o que movimentar, mas precisam ser criteriosas e perseverantes, para não se perderem no caminho, por isso, todo cuidado é pouco, pressentem. Ao darem um passo errado, em hora incerta, podem botar tudo a perder. Intuem que é preciso planejar, prever, organizar o trajeto, para conquistar, com sabedoria, caminho de sucesso.

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O Jogo de Dama  é um dos mais populares. Igor da Silva, 14 e Tales Daniel, 15, estão concentrados na imagem do tabuleiro, a ponto de esquecerem tudo ao redor. Mas um ponto da sala chama a atenção, sinalizando algo especial por perto: “Aquela flecha é de verdade mesmo?”, pergunta Tales (na foto, à direita). Provoca silêncio a descoberta do belo objeto, que lembra referências conhecidas e,  ao mesmo tempo, distantes. A flecha é parte do material que a Origem colheu no projeto “Jogos Indígenas”, que compilou os jogos que os indígenas brasileiros conhecem, ou praticam hoje em dia. Uma vez esclarecido sobre o objeto, o garoto, que não perde o ânimo, retoma a seriedade do jogo com o colega, que o aguardava pra seguir viagem.
 
E o nome do jogo ao qual se dedica Amanda da Silva, 14? Ela não sabe dizer; joga porque gostou dele, apenas. Assim, entrega-se ao mistério chamado “Tecnologia”. É quando o sino da Origem toca: um aluno avisa a todos que o passeio estava terminando.
Hora de voltar pra escola; olhos alertas percorrem detalhes da sala acenando rápida despedida; o burburinho prossegue, no calor da manhã de quinta-feira. O aprendizado que traduz os sentidos da matemática, do português e da história vai adquirindo novas formas e cores e continuará a crescer. Assim, pensar e agir criativamente no mundo, brincando com as peças do conhecimento, leva novas lições pra sala de aula.

Em tempo: Nos dias 8 e 9 de junho, será a vez de alunos de 8 a 14 anos, da Escola Municipal Hugo Pinheiro, participarem da Oficina do Pensar e Agir. Sejam todos muito bem-vindos à Origem!!!
 

 

Sublime jogo do amor

por Origem, 25 de maio de 2010

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Assim como na vida, ao jogarem, casais exercitam a maior de todas as artes, o amor, lugar precioso onde o lúdico encontra-se com a intimidade. No mês dos namorados, a Origem homenageia a paixão com vitrine (foto) especialmente criada para os que apostam todas as fichas no sublime jogo do amor

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Há uma química unindo jogo e amor. Intenso percurso afetivo que chega sem pedir licença, lançando os namorados em meio a sedutora trama, fazendo a ponte entre o coração que dispara e a mente que busca o encontro. Renata Ferreira e Thiago Wscieklica estão juntos há quase quatro anos, dois deles dedicados, também, aos jogos, ao menos uma vez por semana. Tão desejada alquimia do amor passa pela arte do jogo, que une corações e exercita a possibilidade de criar a vida a dois.

Como disse Carlos Drummond de Andrade, “a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros na vida”. O jogo se mostra, assim, uma forma especial de estar apaixonado e fazer da relação um caminho que aproxima duas trajetórias de vida. “Um amigo dele nos indicou a Ludus Luderia, em São Paulo, e fomos lá para conhecer. Acabamos amando o local e, consequentemente, os jogos, ou seja, começamos a gostar disso juntos. Jogamos com vários amigos, a quem apresentamos os jogos de tabuleiro, e também com outras pessoas que frequentam a Ludus Luderia às quartas-feiras, dia da Euroliga - liga para se jogar jogos europeus”, conta Renata.

Tanto é assim que o jogo pode acontecer a qualquer momento. Basta o desejo de estar junto, movido pelo sentimento de que a vida a dois faz total sentido. Jogar é, enfim, namorar, conhecer o outro e driblar os obstáculos que a vida  apresenta, fortalecendo o vínculo. Assim acontece, por exemplo, com o Encontro Marcado, jogo da Origem, um dos preferidos dos casais que frequentam a loja.

“Pode ser a qualquer hora, e em qualquer lugar. Jogamos em Praga e em um trem de Munique (foto), na viagem que fizemos para a Europa no final do ano passado”, diz Renata. O casal gosta muito do Memoir 44, um jogo de guerra com cenários baseados na Segunda Guerra Mundial. “É excelente e é para ser jogado a dois, o que é ótimo para nós, quando não arranjamos mais companhia. Entre os meus preferidos, também estão Settlers of Catan e Power Grid”, relata.

Apresentar-se ao outro através das habilidades de jogador; descobrir as estratégias do adversário. Entre o amor e o jogo, no espaço do tabuleiro que desafia o percurso amoroso, estão lançadas as cartas da sorte e do azar. Quem sabe o final dessa história se não arriscar mover as peças certas? Renata não hesita em pagar pra ver: “Atualmente, o jogo está sempre presente, fazemos muitos programas envolvendo isso. Apesar de sermos competitivos, ele faz muito bem para a relação: nos divertimos a dois ou com os amigos, mesmo quando o dinheiro está curto”.

Jogar parece ser uma forma de se afirmar que vale a pena estar junto, pro que der e vier, demonstração inequívoca de que o amor não foge aos desafios da relação. A cada lance, o casal ganha pontos em autoconhecimento e revela o que cada um é ao outro, confirmando pacto amoroso único. Julia Fonseca e Guilherme Matosinhos são adeptos de vários jogos da Origem. “Gostamos bastante do Xo Dou Qi e Viking. Mas um que já rendeu muita risada foi o Bagatelle. Demos ao afilhado do meu namorado, e foi de todos o que teve mais competição e piadinha.. Por não ser exatamente estratégico, você acaba fazendo a maior algazarra, além de poder jogar com muitas pessoas”, afirma Julia, lembrando que jogar faz muita diferença na vida a dois: “É uma hora para descontrair, conversar… Propõe uma pausa na rotina do casal.”

No próximo dia 12, os planos de Renata e Thiago são os momentos a sós. Ritual secreto no qual o mistério do amor renova vidas que se encontraram pra ficar. “É sempre bom passar um tempo a sós nesse dia, sem a interferência dos problemas cotidianos. Gostamos de passar a data bem tranquilamente, com um belo jantar de preferência”, diz Renata.

Na noite

Termina o expediente, a cidade iluminada convida ao almejado brinde com quem se gosta; ou fim de semana, tempo, por excelência, de curtir o gosto de inestimável presença amiga e, quem sabe, de um afeto que vem bater à porta, sorrateiro, anunciando irrecusável paixão. Os restaurantes enfeitam seus cardápios com ingredientes saborosos, que prometem deixar marcas na lembrança. É o caso do Soho Orbi Pub, de Belo Horizonte, conhecido, segundo o proprietário Fábio Pinto, pelas generosas porções de batata frita que se tornaram cartão de visita do espaço, há 18 anos na vida noturna da capital mineira.

Ali mergulha-se também nos jogos que, cada vez mais, conquistam casais e amigos. De acordo com Fábio, a opção responde por 80% da preferência do restaurante. Da Origem, entre outros, pode-se jogar: Senet, Baga Chal, Xo Dou Qi e Mancala. “Os jogos atraem casais e grupos de amigos, mas, entre os casais, o que mais chama a atenção é o Coisas de Casal, que brinca com a intimidade e nem sempre termina em comum acordo, mas agrada muito”, relata Fábio, lembrando que jogar revela as diferenças da vida a dois. Ficamos a pensar na sabedoria dessa arte; afinal, entre ganhos e perdas, a vida é sempre maior e ganha ao apostar, em jogo infinito, nos mistérios do amor.

Recordar também faz parte do jogo, explica Fábio: “Outra parte interessante, e que foi uma surpresa a princípio, foi a quantidade de pessoas que jogam jogos que trazem lembranças de suas infâncias. Cara a cara, Cai não cai, Segure se puder e Pula Pirata são alguns deles”.

Em tempo: No dia 12 de junho, o restaurante ganha iluminação de velas e, como não poderia deixar de ser,  música romântica. É sexta-feira, dia de casa cheia e, mais do que nunca, com motivos de sobra pra celebrar as boas coisas da vida!!!

Paixão por jogos de estratégia

por Origem, 24 de maio de 2010

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O diretor de cena Paulo Netto se diz um ”apaixonado” pelo trabalho da Origem há 10 anos. Tanto  é assim que estamos presentes em seu blog sobre arte bonsai e cultura oriental. “Tenho todos os jogos de estratégia de vocês. Tomei a liberdade de colocar uma matéria sobre a loja no meu blog. Ele não tem fins comerciais, é apenas para divulgação de cultura oriental. Sou diretor de cena e um apaixonado por jogos de estratégia”, afirma Paulo. As palavras carinhosas foram enviadas por email à Origem, que agradece, compartilhando com vocês o imenso valor dessa relação construída por meio dos jogos, principal motivação de nosso trabalho.  

Assim inicia-se a mensagem publicada por Paulo em seu blog: 

“Origem, uma loja para quem gosta de jogos de estratégia

Desde novo sempre tive muito interesse por jogos de tabuleiro, principalmente os de estratégia. Há 8 anos quando era diretor de produção da Giovanni FCB, ganhei um jogo de estratégia de presente da minha mulher, ela havia comprado em uma loja de São Paulo. A loja era a ORIGEM e o jogo era o Viking (foto).”

 Confira na íntegra.

“Viajar é ver a vida de binóculo”

por Origem, 21 de maio de 2010

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A pesquisa em museus de todo o mundo é a base do trabalho da Origem. Todos os anos, os diretores da empresa, Maurício Lima e Patrícia Sabino, viajam em busca de jogos e objetos que revelam culturas e, assim, descobrem preciosidades dos quatro cantos do planeta.  A última viagem, em abril, teve como destino a França, onde participaram do XIIIth Board Game Studies Colloquium. Confira o que de melhor essa experiência trouxe pro Brasil.

Pat França

Origem - Como as viagens fazem parte do trabalho da Origem?
Patrícia - Fazemos uma viagem anualmente, é o respiro que precisamos para alimentar o trabalho. Como todos os anos participamos do Board Game Studies Colloquium, aproveitamos para esticar esta viagem. O Colóquio foi em Paris e depois resolvemos conhecer uma região diferente e fomos para a Romagna, na Itália. Região super interessante. Cidades como Ravena, onde existem maravilhosos mosaicos bizantinos. E região onde também encontramos o Tartufo Nero, que é uma verdadeira iguaria. Tivemos muita sorte porque o problema do vulcão começou exatamente no dia em que íamos sair de Paris e ir para a Itália. Por sorte, em vez de avião, optamos por ir de carro e, portanto, o vulcão não nos atrapalhou em nada. Viajar é ver a vida com outros olhos, ou melhor ainda, de binóculo. E foi o que fizemos. Andamos por lugares onde existiam estradas romanas, conhecemos amigos de um amigo que trabalham com coisas muito interessantes, como um museu vivo de brinquedos que é construído a cada dia, com a ajuda das crianças. Visitamos Maurizio, que faz o prato de cerâmica onde é preparada a Piadina, uma especialidade da região. E da casa dele podemos ver um monastério super antigo, etc, etc, etc.

Origem- Qual foi a participação da Origem no Colóquio?
Patrícia - Esse ano a Origem participou do Colóquio como ouvinte. Não apresentamos trabalho. O encontro é super rico, pois os assuntos são sempre de nosso interesse. Além disso, foi feita uma visita ao museu do Louvre, guiada pelo Irving Finkel (do Museu Britânico), no setor de jogos, onde pudemos ver peças muito raras.

Mauricio França

Origem- Quais viagens trouxeram descobertas, por exemplo?
Maurício - As viagens acontecem anualmente e podem ou não estar ligadas ao Colloquium. A importância está em aprofundar um trabalho de pesquisa que torna a Origem referência no Brasil. Como exemplo, podemos citar uma viagem que realizamos durante três meses em 1995, em que visitamos todos os museus que têm exemplares arqueológicos de jogos da antiguidade. Essa viagem nos levou a países como Egito, Turquia e Grécia.

Origem - Outro exemplo…
Maurício - Para se ter uma idéia do quanto é importante visitar os locais, só ficamos sabendo da existência de um jogo encontrado no Palácio de Knossos, na ilha de Creta, quando estávamos em Atenas. Tivemos que mudar um pouco os planos e seguir para a ilha, onde ficamos encantados com a beleza do tabuleiro encontrado de um jogo que ainda é um mistério para a ciência.  Foi nessa viagem, também, que se consolidou nossa curiosidade a respeito da história dos jogos no Brasil, dando origem ao Projeto Jogos Indígenas e às pesquisas atuais sobre o Mancala, que teria sido trazido pelos escravos para nosso país. O Colóquio é também uma fonte de informações incrível. Agora estamos pensando em ter uma linha de jogos do século XX, porque temos tido muitas informações sobre suas origens, que o Colóquio vem nos mostrando serem muito interessantes.

Bolonha, tradicional e moderna

por Origem, 20 de maio de 2010

Bolonha II

Adorei ver em Bolonha, cidade tão antiga, paredes pichadas. Este contraste entre o tradicional e o moderno sempre me chama atenção. Me soa meio como uma revolta: imigrantes, sem espaço, querendo trabalho, preconceito. Tudo misturado.