Tartufo nero
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Além desta vista tão bonita, achamos um restaurante servindo tartufo nero, uma iguaria que eu tinha muita vontade de experimentar. Realizei o desejo. E é delicioso mesmo.


Além desta vista tão bonita, achamos um restaurante servindo tartufo nero, uma iguaria que eu tinha muita vontade de experimentar. Realizei o desejo. E é delicioso mesmo.


Santarcangelo - linda cidadezinha, e essa cena da senhora estendendo o lençol na janela me remeteu às cidades do interior de Minas.

Usamos o serviços de turismo rural e foi ótimo. Ficamos hospedados na Azienda Agrícola I Due Santi, onde o proprietário planta olivas e uvas, produzindo azeite e vinho de ótima qualidade.

Fomos de Paris para a Itália, onde viajamos pela região da Romagna, de carro, o que nos deu grande mobilidade. Romagna é uma região que eu não conhecia e que me supreendeu muito. Pela beleza e pela história. A capital da Romagna é Bolonha, que tem a mais antiga universidade da Europa e a terceira do mundo, fundada em1088. Dante e Petrarca estudaram lá.

Um amplo e diverso panorama cultural é o resultado das pesquisas realizadas, todos os anos, pela Origem. Projetos que traduzem modos de vida distantes, com o olhar voltado ao que o homem pensa, sente e faz no mundo. Materializados em jogos e objetos de diversos países, os conhecimentos gerados por esses estudos difundem o diálogo criativo entre beleza e humor. E, por falar do que se passa em nossas terras, o projeto Jogos Indígenas do Brasil levou à frente estudo com sete etnias de indígenas brasileiros. Realizado no segundo semestre de 2003 e primeiro semestre de 2004, a pesquisa foi feita para coletar e registrar, em vídeo e livro, os brinquedos, brincadeiras e jogos praticados por eles, hoje e no passado.
Segundo o coordenador do projeto e diretor da Origem, Maurício de Araújo Lima, o trabalho objetivou comprovar que os indígenas brasileiros conhecem brinquedos e jogos de origem ancestral, além de buscar a confirmação de que o Jogo da Onça, um jogo de estratégia, tem semelhanças com os dos povos incas, no Peru, sendo conhecido, de forma disseminada, entre os indígenas brasileiros.

Vamos aos resultados da pesquisa, que dizem respeito, sobretudo, ao nosso valioso patrimônio cultural. De acordo com Maurício, “comprovou-se que etnias de todas as regiões do Brasil conhecem jogos e brinquedos que lhes são comuns e que alguns praticados pelos indígenas norte-americanos, no passado, desapareceram em função da influência do domínio da civilização de formato europeu naquele continente. A pesquisa constatou, ainda, o conhecimento do Jogo da Onça, por parte dos índios brasileiros, antes da chegada dos europeus ao nosso país”. Para o estudioso do Museu Britânico de Londres, Irving Finkel, a comprovação obtida pelo estudo consiste, nas palavras do diretor da Origem, em um “verdadeiro tesouro nacional, uma vez que se pode dizer que o Jogo da Onça é o jogo nacional brasileiro mais legítimo”.
O projeto contou com a participação do produtor geral, Breno Nogueira; do diretor de cinema, Alfredo Alves; do diretor de fotografia, Fabian Boal; do produtor, Alessandro Torino e do assistente de áudio Tiago Espíndola. O estudo foi patrocinado pela Bosch, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura; com o apoio da Sociedade Internacional de Estudo de Jogos de Tabuleiro e a participação do especialista em jogos do Museu Britânico, na Inglaterra, Irving Finkel e outro da Universidade de Leiden, na Holanda, Alex de Voogt. O documentário e o livro produzidos a partir da pesquisa foram doados pela Origem e pelo MEC para 20 mil escolas públicas.

Produtos da Origem, como o Jogo da Onça, o jogo da velha Piraí e o quebra-cabeça Ekó, são frutos do trabalho. Os atuais projetos de pesquisa da empresa têm como foco o estudo de jogos do século XX. É esperar pra ver, e brincar!!!