Jogos Indígenas do Brasil

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Um amplo e diverso panorama cultural é o resultado das pesquisas realizadas, todos os anos, pela Origem. Projetos que traduzem modos de vida distantes, com o olhar voltado ao que o homem pensa, sente e faz no mundo. Materializados em jogos e objetos de diversos países, os conhecimentos gerados por esses estudos difundem o diálogo criativo entre beleza e humor. E, por falar do que se passa em nossas terras, o projeto Jogos Indígenas do Brasil levou à frente estudo com sete etnias de indígenas brasileiros. Realizado no segundo semestre de 2003 e primeiro semestre de 2004, a pesquisa foi feita para coletar e registrar, em vídeo e livro, os brinquedos, brincadeiras e jogos praticados por eles, hoje e no passado.

 

Segundo o coordenador do projeto e diretor da Origem, Maurício de Araújo Lima, o trabalho objetivou comprovar que os indígenas brasileiros conhecem brinquedos e jogos de origem ancestral, além de buscar a confirmação de que o Jogo da Onça, um jogo de estratégia, tem semelhanças com os dos povos incas, no Peru, sendo conhecido, de forma disseminada, entre os indígenas brasileiros.  

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Vamos aos resultados da pesquisa, que dizem respeito, sobretudo, ao nosso valioso patrimônio cultural. De acordo com Maurício, “comprovou-se que etnias de todas as regiões do Brasil conhecem jogos e brinquedos que lhes são comuns e que alguns praticados pelos indígenas norte-americanos, no passado, desapareceram em função da influência do domínio da civilização de formato europeu naquele continente. A pesquisa constatou, ainda, o conhecimento do Jogo da Onça, por parte dos índios brasileiros, antes da chegada dos europeus ao nosso país”. Para o estudioso do Museu Britânico de Londres, Irving Finkel, a comprovação obtida pelo estudo consiste, nas palavras do diretor da Origem, em um “verdadeiro tesouro nacional, uma vez que se pode dizer que o Jogo da Onça é o jogo nacional brasileiro mais legítimo”.

 

O projeto contou com a participação do produtor geral, Breno Nogueira; do diretor de cinema, Alfredo Alves; do diretor de fotografia, Fabian Boal; do produtor, Alessandro Torino e do assistente de áudio Tiago Espíndola. O estudo foi patrocinado pela Bosch, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura; com o apoio da Sociedade Internacional de Estudo de Jogos de Tabuleiro e a participação do especialista em jogos do Museu Britânico, na Inglaterra, Irving Finkel e outro da Universidade de Leiden, na Holanda, Alex de Voogt. O documentário e o livro produzidos a partir da pesquisa foram doados pela Origem e pelo MEC para 20 mil escolas públicas.  

 

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Produtos da Origem, como o Jogo da Onça, o jogo da velha Piraí e o quebra-cabeça Ekó, são frutos do trabalho. Os atuais projetos de pesquisa da empresa têm como foco o estudo de jogos do século XX. É esperar pra ver, e brincar!!! 

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2 comentários para “Jogos Indígenas do Brasil”

  1. Origem» Arquivo do Blog » Aprender brincando disse:

    [...] atividades lúdicas em favor do desenvolvimento humano. Em 2003 e 2004, o Instituto desenvolveu o Projeto Jogos Indígenas do Brasil, incluindo viagens de campo para pesquisa sobre o universo lúdico dos indígenas brasileiros. [...]

  2. Flávio disse:

    Oi

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