Arquivo de maio de 2010

Sublime jogo do amor

terça-feira, 25 de maio de 2010

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Assim como na vida, ao jogarem, casais exercitam a maior de todas as artes, o amor, lugar precioso onde o lúdico encontra-se com a intimidade. No mês dos namorados, a Origem homenageia a paixão com vitrine (foto) especialmente criada para os que apostam todas as fichas no sublime jogo do amor

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Há uma química unindo jogo e amor. Intenso percurso afetivo que chega sem pedir licença, lançando os namorados em meio a sedutora trama, fazendo a ponte entre o coração que dispara e a mente que busca o encontro. Renata Ferreira e Thiago Wscieklica estão juntos há quase quatro anos, dois deles dedicados, também, aos jogos, ao menos uma vez por semana. Tão desejada alquimia do amor passa pela arte do jogo, que une corações e exercita a possibilidade de criar a vida a dois.

Como disse Carlos Drummond de Andrade, “a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros na vida”. O jogo se mostra, assim, uma forma especial de estar apaixonado e fazer da relação um caminho que aproxima duas trajetórias de vida. “Um amigo dele nos indicou a Ludus Luderia, em São Paulo, e fomos lá para conhecer. Acabamos amando o local e, consequentemente, os jogos, ou seja, começamos a gostar disso juntos. Jogamos com vários amigos, a quem apresentamos os jogos de tabuleiro, e também com outras pessoas que frequentam a Ludus Luderia às quartas-feiras, dia da Euroliga - liga para se jogar jogos europeus”, conta Renata.

Tanto é assim que o jogo pode acontecer a qualquer momento. Basta o desejo de estar junto, movido pelo sentimento de que a vida a dois faz total sentido. Jogar é, enfim, namorar, conhecer o outro e driblar os obstáculos que a vida  apresenta, fortalecendo o vínculo. Assim acontece, por exemplo, com o Encontro Marcado, jogo da Origem, um dos preferidos dos casais que frequentam a loja.

“Pode ser a qualquer hora, e em qualquer lugar. Jogamos em Praga e em um trem de Munique (foto), na viagem que fizemos para a Europa no final do ano passado”, diz Renata. O casal gosta muito do Memoir 44, um jogo de guerra com cenários baseados na Segunda Guerra Mundial. “É excelente e é para ser jogado a dois, o que é ótimo para nós, quando não arranjamos mais companhia. Entre os meus preferidos, também estão Settlers of Catan e Power Grid”, relata.

Apresentar-se ao outro através das habilidades de jogador; descobrir as estratégias do adversário. Entre o amor e o jogo, no espaço do tabuleiro que desafia o percurso amoroso, estão lançadas as cartas da sorte e do azar. Quem sabe o final dessa história se não arriscar mover as peças certas? Renata não hesita em pagar pra ver: “Atualmente, o jogo está sempre presente, fazemos muitos programas envolvendo isso. Apesar de sermos competitivos, ele faz muito bem para a relação: nos divertimos a dois ou com os amigos, mesmo quando o dinheiro está curto”.

Jogar parece ser uma forma de se afirmar que vale a pena estar junto, pro que der e vier, demonstração inequívoca de que o amor não foge aos desafios da relação. A cada lance, o casal ganha pontos em autoconhecimento e revela o que cada um é ao outro, confirmando pacto amoroso único. Julia Fonseca e Guilherme Matosinhos são adeptos de vários jogos da Origem. “Gostamos bastante do Xo Dou Qi e Viking. Mas um que já rendeu muita risada foi o Bagatelle. Demos ao afilhado do meu namorado, e foi de todos o que teve mais competição e piadinha.. Por não ser exatamente estratégico, você acaba fazendo a maior algazarra, além de poder jogar com muitas pessoas”, afirma Julia, lembrando que jogar faz muita diferença na vida a dois: “É uma hora para descontrair, conversar… Propõe uma pausa na rotina do casal.”

No próximo dia 12, os planos de Renata e Thiago são os momentos a sós. Ritual secreto no qual o mistério do amor renova vidas que se encontraram pra ficar. “É sempre bom passar um tempo a sós nesse dia, sem a interferência dos problemas cotidianos. Gostamos de passar a data bem tranquilamente, com um belo jantar de preferência”, diz Renata.

Na noite

Termina o expediente, a cidade iluminada convida ao almejado brinde com quem se gosta; ou fim de semana, tempo, por excelência, de curtir o gosto de inestimável presença amiga e, quem sabe, de um afeto que vem bater à porta, sorrateiro, anunciando irrecusável paixão. Os restaurantes enfeitam seus cardápios com ingredientes saborosos, que prometem deixar marcas na lembrança. É o caso do Soho Orbi Pub, de Belo Horizonte, conhecido, segundo o proprietário Fábio Pinto, pelas generosas porções de batata frita que se tornaram cartão de visita do espaço, há 18 anos na vida noturna da capital mineira.

Ali mergulha-se também nos jogos que, cada vez mais, conquistam casais e amigos. De acordo com Fábio, a opção responde por 80% da preferência do restaurante. Da Origem, entre outros, pode-se jogar: Senet, Baga Chal, Xo Dou Qi e Mancala. “Os jogos atraem casais e grupos de amigos, mas, entre os casais, o que mais chama a atenção é o Coisas de Casal, que brinca com a intimidade e nem sempre termina em comum acordo, mas agrada muito”, relata Fábio, lembrando que jogar revela as diferenças da vida a dois. Ficamos a pensar na sabedoria dessa arte; afinal, entre ganhos e perdas, a vida é sempre maior e ganha ao apostar, em jogo infinito, nos mistérios do amor.

Recordar também faz parte do jogo, explica Fábio: “Outra parte interessante, e que foi uma surpresa a princípio, foi a quantidade de pessoas que jogam jogos que trazem lembranças de suas infâncias. Cara a cara, Cai não cai, Segure se puder e Pula Pirata são alguns deles”.

Em tempo: No dia 12 de junho, o restaurante ganha iluminação de velas e, como não poderia deixar de ser,  música romântica. É sexta-feira, dia de casa cheia e, mais do que nunca, com motivos de sobra pra celebrar as boas coisas da vida!!!

Paixão por jogos de estratégia

segunda-feira, 24 de maio de 2010

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O diretor de cena Paulo Netto se diz um ”apaixonado” pelo trabalho da Origem há 10 anos. Tanto  é assim que estamos presentes em seu blog sobre arte bonsai e cultura oriental. “Tenho todos os jogos de estratégia de vocês. Tomei a liberdade de colocar uma matéria sobre a loja no meu blog. Ele não tem fins comerciais, é apenas para divulgação de cultura oriental. Sou diretor de cena e um apaixonado por jogos de estratégia”, afirma Paulo. As palavras carinhosas foram enviadas por email à Origem, que agradece, compartilhando com vocês o imenso valor dessa relação construída por meio dos jogos, principal motivação de nosso trabalho.  

Assim inicia-se a mensagem publicada por Paulo em seu blog: 

“Origem, uma loja para quem gosta de jogos de estratégia

Desde novo sempre tive muito interesse por jogos de tabuleiro, principalmente os de estratégia. Há 8 anos quando era diretor de produção da Giovanni FCB, ganhei um jogo de estratégia de presente da minha mulher, ela havia comprado em uma loja de São Paulo. A loja era a ORIGEM e o jogo era o Viking (foto).”

 Confira na íntegra.

“Viajar é ver a vida de binóculo”

sexta-feira, 21 de maio de 2010

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A pesquisa em museus de todo o mundo é a base do trabalho da Origem. Todos os anos, os diretores da empresa, Maurício Lima e Patrícia Sabino, viajam em busca de jogos e objetos que revelam culturas e, assim, descobrem preciosidades dos quatro cantos do planeta.  A última viagem, em abril, teve como destino a França, onde participaram do XIIIth Board Game Studies Colloquium. Confira o que de melhor essa experiência trouxe pro Brasil.

Pat França

Origem - Como as viagens fazem parte do trabalho da Origem?
Patrícia - Fazemos uma viagem anualmente, é o respiro que precisamos para alimentar o trabalho. Como todos os anos participamos do Board Game Studies Colloquium, aproveitamos para esticar esta viagem. O Colóquio foi em Paris e depois resolvemos conhecer uma região diferente e fomos para a Romagna, na Itália. Região super interessante. Cidades como Ravena, onde existem maravilhosos mosaicos bizantinos. E região onde também encontramos o Tartufo Nero, que é uma verdadeira iguaria. Tivemos muita sorte porque o problema do vulcão começou exatamente no dia em que íamos sair de Paris e ir para a Itália. Por sorte, em vez de avião, optamos por ir de carro e, portanto, o vulcão não nos atrapalhou em nada. Viajar é ver a vida com outros olhos, ou melhor ainda, de binóculo. E foi o que fizemos. Andamos por lugares onde existiam estradas romanas, conhecemos amigos de um amigo que trabalham com coisas muito interessantes, como um museu vivo de brinquedos que é construído a cada dia, com a ajuda das crianças. Visitamos Maurizio, que faz o prato de cerâmica onde é preparada a Piadina, uma especialidade da região. E da casa dele podemos ver um monastério super antigo, etc, etc, etc.

Origem- Qual foi a participação da Origem no Colóquio?
Patrícia - Esse ano a Origem participou do Colóquio como ouvinte. Não apresentamos trabalho. O encontro é super rico, pois os assuntos são sempre de nosso interesse. Além disso, foi feita uma visita ao museu do Louvre, guiada pelo Irving Finkel (do Museu Britânico), no setor de jogos, onde pudemos ver peças muito raras.

Mauricio França

Origem- Quais viagens trouxeram descobertas, por exemplo?
Maurício - As viagens acontecem anualmente e podem ou não estar ligadas ao Colloquium. A importância está em aprofundar um trabalho de pesquisa que torna a Origem referência no Brasil. Como exemplo, podemos citar uma viagem que realizamos durante três meses em 1995, em que visitamos todos os museus que têm exemplares arqueológicos de jogos da antiguidade. Essa viagem nos levou a países como Egito, Turquia e Grécia.

Origem - Outro exemplo…
Maurício - Para se ter uma idéia do quanto é importante visitar os locais, só ficamos sabendo da existência de um jogo encontrado no Palácio de Knossos, na ilha de Creta, quando estávamos em Atenas. Tivemos que mudar um pouco os planos e seguir para a ilha, onde ficamos encantados com a beleza do tabuleiro encontrado de um jogo que ainda é um mistério para a ciência.  Foi nessa viagem, também, que se consolidou nossa curiosidade a respeito da história dos jogos no Brasil, dando origem ao Projeto Jogos Indígenas e às pesquisas atuais sobre o Mancala, que teria sido trazido pelos escravos para nosso país. O Colóquio é também uma fonte de informações incrível. Agora estamos pensando em ter uma linha de jogos do século XX, porque temos tido muitas informações sobre suas origens, que o Colóquio vem nos mostrando serem muito interessantes.

Bolonha, tradicional e moderna

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bolonha II

Adorei ver em Bolonha, cidade tão antiga, paredes pichadas. Este contraste entre o tradicional e o moderno sempre me chama atenção. Me soa meio como uma revolta: imigrantes, sem espaço, querendo trabalho, preconceito. Tudo misturado.

Bolonha

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Bolonha

Bolonha, com um céu azul deste jeito, quem podia imaginar que os aeroportos estavam todos fechados por causa das cinzas do vulcão?

Visita ao Louvre

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Louvre

Visita ao Museu do Louvre, guiada por Irving Finkel (Museu Britânico).

Apresentação de Thierry Depaulis

quinta-feira, 20 de maio de 2010
Thierry Depaulis

Thierry Depaulis

Apresentação de Thierry Depaulis (organizador do Colóquio este ano). Os assuntos foram diversos, tais como: “Hunting for Board Games in Poland”, apresentado por Gadi Kfir; “Lost treasures: hidden gems of abstratct/strategic board games”.

Museu Du Quai Branly

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Museu Du Quai Branly

Museu novo com projeto do arquiteto Jean Nouvel. Moderno demais, ao subir a rampa de acesso aos objetos expostos, vamos vendo no chão letrinhas formando palavras em várias línguas, inclusive, algumas de índios brasileiros. O museu fica ao lado da Torre Eiffel e, no último andar, um restaurante com vista maravilhosa do rio e a Torre Eiffel bem em frente. Reúne artes primitivas dos 4 continentes: África, Oceania, Asia, Américas. Ah! não posso me esquecer do jardim: totalmente diferente, seco e super original. Adorei!

Rue Montorguel

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Rue Montorguel

Rue Montorguel, Paris. Esta rua perto do Les Halles tem sempre uma feirinha muito simpática aos sábados. A rua fica animada, cheia de vida e, supresa! um vendedor de pão que joga xadrez simultaneamente. E frio, muito frio….

Elas jogam e muito!

segunda-feira, 3 de maio de 2010


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Junto à família e aos amigos, as mães sabem o quanto são felizes ao redor de um tabuleiro

Elas educam os filhos, mantêm em funcionamento a rotina doméstica, exercem, com dedicação ímpar, missão sagrada: prover a família do necessário sustento afetivo e material. Em nome delas, já se falou que “só as mães são felizes”, e, não raro, sustenta-se a máxima de que “mãe é padecer no paraíso”. Livres, leves e soltas, o que elas fazem nas horas vagas, quando cultivam o puro prazer da convivência? Além de trabalhar, estudar, correr atrás do “pão nosso de cada dia”, as mães, simplesmente, adoram participar de projetos interessantes, aos quais se dedicam como ninguém.

Imersas no tempo destinado à família, longe das obrigações do trabalho e das responsabilidades cotidianas, reúnem-se com seus filhos e amigos para, dentre outros hábitos, jogar, e muito, até, literalmente, esquecer da hora. Ao resgatar lembranças da infância, ou inventando novas formas de, simplesmente, estar junto de quem se gosta, é também em função do incentivo maternal que a sedutora arte de jogar tem fortalecido laços em nossa cultura.

Tempo de jogar
Quando a neta vem da Alemanha, a professora Rosa Brant não hesita em incentivar a curiosidade infantil pela aventura dos jogos, forma lúdica, encontrada pela avó, de diminuir as diferenças culturais entre os dois países. As tardes da menina que aprecia música clássica e quer se enturmar com os brasileiros de sua idade são, habitualmente, desfrutadas na Origem, em meio a descobertas que a vó, certa dos vários benefícios dos jogos, defende como principal meio de crescimento e formação pessoal. Entre os prediletos, o Tangram e o Arranha Céu já fazem parte das histórias de viagem à casa da vovó querida, no Brasil.

“O jogo é a atividade lúdica mais importante. Além de brincar, a criança raciocina, respeita regras, percebe que ora ganha, ora perde e aprende a ter paciência”, justifica Rosa. Concentração, perseverança, aprendizado, tudo isso acompanhado da presença estimada da avó. Seguidora do budismo, Rosa relaciona o momento do jogo com o de iniciação à meditação, quando “é preciso se entregar inteiramente ao que se está fazendo”.

Tanto é assim que ela pretende expandir esses encontros ao ambiente extra-familiar. Quer investir na capacidade de concentração e socialização das vizinhas que já se aposentaram, às quais convidará para encontros imperdíveis. Isso mesmo: ao ouvir a professora, ficamos com a certeza de que, se depender dela, as vizinhas -  que já criaram seus filhos e agora têm tempo de sobra para a diversão - vão mergulhar no fascinante universo dos jogos. E o melhor, sem precisar sair do condomínio onde moram, unindo, portanto, o útil ao agradável. Por inspiração de Rosa, para quem o “tempo de jogar é fundamental para a criança”, elas serão amantes dessa arte que vem encantando meninos e adultos de todos os tempos.

 

Flávia: jogo motiva encontro familiar

Flávia: jogo motiva encontro familiar

Espaço cultivado

A casa da galerista Flávia Albuquerque sempre teve lugar reservado para encontros compartilhados em torno do tabuleiro. O tatame instalado na sala, que ela chama de “espaço de convivência familiar”, não inclui direito à TV, por exemplo. Ali não se dispersa do centro das atenções: os jogos, como o gamão, velho companheiro do filho de 15 anos. Para a pequena, de sete, os jogos de montagem, até pouco tempo, roubavam a cena. Flávia considera que jogar é sinônimo de afeto partilhado e isso significa acompanhar o crescimento dos filhos, investir na formação do caráter dos meninos, plantar boas sementes para que os frutos, que não demoram a surgir, sejam doces, saudáveis e belos.

Durante viagem de férias, ela chegou a participar com o filho, então com sete anos, de um campeonato de gamão. Não ganharam o jogo, mas tiveram a satisfação de ver como o saber infantil provocava a admiração da plateia. Quem se encantou com a atuação empenhada do filho acabou naturalmente tomado pela presença da mãe, e não poderia ser diferente.

Não há nada que uma mãe queira mais do que ver seus filhos felizes, e o espaço familiar, para Flávia, faz parte de uma espécie de jardim cultivado com delicadeza e entusiasmo. Quando o assunto é o espaço afetivo da casa, Flávia sabe mesmo o que deseja. “Já fico com meus filhos tão pouco que, se eu chegar em casa e não construir algo interessante com a família cada um vai para o seu quarto. O jogo motiva o encontro familiar”, expressa, convicta.

 

Maria Lúcia, que joga com as amigas: raciocínio, paciência e incomparável diversão

Maria Lúcia, que joga com as amigas: raciocínio, paciência e incomparável diversão

Com açúcar e afeto
Programa completo é uma boa expressão para caracterizar o encontro do qual participa, às terças-feiras, a gerente de loja de roupas femininas, Maria Lúcia Alcântara. Isso porque não falta absolutamente nada para a partida de “canastrão”. Impreterivelmente de 19h às 2h, há compromisso marcado na agenda da gerente e de suas amigas, que se revezam, semanalmente, para que todas participem da festa. O grupo reúne-se para o jogo de baralho, diferente do famoso “buraco” por conta, por exemplo, da exigência de “descer o jogo para pegar o lixo”, o que faz desse um jogo mais “sofisticado”, segundo Maria Lúcia. Na ocasião, elas falam sobre a vida, desabafam confissões da semana, contam boas novidades e desfrutam de jantar preparado pela anfitriã.

Bebidas e petiscos à parte - cada participante oferece os seus ao grupo - garantem cardápio gentil e festa animada, com direito a repetir a dose. A cada encontro reunem-se quatro mulheres de um grupo de 16 jogadoras, que ganham pontos valiosos, como explica Maria Lúcia, nos campos do raciocínio, cálculo e paciência. Mas nada se equipara ao valor do afeto construído em torno do hábito de jogar. “A minha geração tem muita gente só”, afirma a gerente, que trabalha com produtos para essa faixa etária.

Elas já criaram os filhos e agora querem gerar novos vínculos. Para isso, nada melhor do que encontrar Maria Lúcia no caminho, o que, certamente, significará ânimo renovado. “Tenho clientes que se tornaram minhas amigas”, conta, manifestando grata satisfação de quem aposta todas as fichas nos momentos felizes. Como no jogo, que apresenta sempre algo novo a cada partida; com o passar do tempo,  o encontro torna-se aventura celebrada por companheiras que chegaram pra ficar.