Xadrez
Peças do mundo
A Origem: O xadrez nasceu na Índia, provavelmente no século VI, e “viajou” para a Pérsia ou Irã. A partir do século IX, os árabes levaram o jogo para a Europa, através da Espanha e da Itália. Ele se espalhou por todo o continente e, depois, pelas Américas. Conta-se que os vikings da Escandinávia aprenderam a jogar xadrez com os persas, através de rotas que ligavam o comércio da época entre a Suécia, Bagdá e Constantinopla, pela Rússia. Essa ligação entre povos tão distintos e em épocas remotas explica-se pelo formato da Terra. Basta observar um globo terrestre para entender como isso não era tão difícil de acontecer.
Em tempo: na foto, você confere o encantador “ Xadrez de Alice”, jogo inspirado na obra de Lewis Caroll, “Alice no país das Maravilhas”.
Continuando a viagem…
Acredita-se que o xadrez venha do Chaturanga, palavra sânscrita relacionada aos quatro elementos dos exércitos indianos da época: elefantes, cavalaria, carruagens e infantaria. Tem-se registro de tabuleiro de xadrez em forma de círculo no império bizantino. Já na Idade Média o elefante virou bispo. Todas as peças têm relação com o período histórico: torres, reis, rainhas, bispos e cavalos. Não se sabia sobre o uso dos elefantes como instrumento de guerra, mas é curioso que ele tenha assumido um papel de sábio, atribuído aos bispos, porque é comum ouvir falar da sabedoria dos elefantes.
Foi a partir do século XV que as regras sofreram grandes alterações e se modernizaram. No século XVIII surgiram os primeiros clubes de xadrez e, no século XIX, os “jogadores mecânicos” que, inúmeras vezes, derrotaram os jogadores humanos. No século XX, o cubano José Capablanca foi considerado o melhor jogador de xadrez do mundo, juntamente com o norte-americano Paul Morphy. Hoje computadores jogam xadrez ao redor do mundo, mas, nem toda a memória que podem acumular não foi suficiente para bater a inteligência e perspicácia dos homens.
Existe uma curiosidade que é poder jogar o xadrez “às cegas”, ou seja, sem que o jogador veja as peças. Alguns jogadores ainda fazem isso com facilidade. O russo Alekhine, grande campeão mundial, chegou a ganhar 22 partidas das 28 que jogou “às cegas”. E isso já acontecia, desde o século XVI, em praças públicas.
Entre iguais
No livro de Jogos de Afonso X, rei de Leão e Castela, há um desenho retratando uma partida de xadrez entre o soberano e uma dama, denotando a igualdade entre os sexos. E considerando a importância que os jogos tinham, isso não era pouca coisa! E pensar que até hoje esse é ainda um tema de discussão recorrente…
Mundo da arte
Em “O Sétimo Selo”, filme de Ingmar Bergman, um homem volta das Cruzadas para a Suécia e joga xadrez com a morte. Mas esse é só um exemplo porque o xadrez aparece em inúmeros outros filmes. Foi retratado várias vezes na literatura e sabe-se que Rousseau e Voltaire jogavam xadrez no Café Procope, em Paris. E muitos pintores e artistas reproduziram, em suas telas e obras, partidas de xadrez, mostrando a importância que esse jogo sempre teve na sociedade. Podemos citar Van Leyden, pintor renascentista holandês, e Marcel Duchamp, que era apaixonado pelo xadrez.












27 de abril de 2010 às 9:06
Onde consigo comprar o jogo?
28 de abril de 2010 às 10:58
Bom dia, faço parte da área comercial da Tecnitur , onde comercializo espaços na
feira UNILAR.
Gostaria de agendar um horário com relação a participação neste evento.
At.
Filó Marçal
28 de abril de 2010 às 11:06
Achei muito interessante o site e ja conheco pessoalmente os produtos, gostaria de ter o contato e o nome pessoa , responsável pelo mkt pra que a gente possa conversar sobre o evento UNILAR, que acontece há 26 anos em BH.
Grata
20 de maio de 2010 às 12:11
Olá Patrícia, você pode entrar em contato com a Origem, em São Paulo:11 3079-2794, Belo Horizonte: 31 3221-3222 e Rio de Janeiro: 21 8628-7008.
Esperamos a sua visita!